{"id":520,"date":"2010-01-02T19:06:15","date_gmt":"2010-01-02T21:06:15","guid":{"rendered":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/treinamento-forca\/520\/"},"modified":"2010-01-02T19:08:56","modified_gmt":"2010-01-02T21:08:56","slug":"520","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/treinamento-forca\/520\/","title":{"rendered":"Treinamento f\u00edsico e sistema imunol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/fitness04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-492\" style=\"margin: 5px 10px;\" title=\"fitness04\" src=\"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/fitness04.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"97\" \/><\/a>O exerc\u00edcio f\u00edsico quando realizado regularmente \u00e9 denominado treinamento f\u00edsico. A intensidade do treinamento pode variar de acordo com a modalidade esportiva, mas em geral atletas de alto rendimento tendem a realizar per\u00edodos de treinamento intenso com o objetivo de melhorar sua performance esportiva. Exerc\u00edcios intensos podem provocar preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade de atletas, devido a uma diminui\u00e7\u00e3o da funcionalidade do sistema imunol\u00f3gico (1-2),<!--more--> enquanto que o treinamento moderado pode trazer melhorias \u00e0 sa\u00fade atrav\u00e9s de uma melhora do sistema imunol\u00f3gica (3). \u00c9 bom lembrar que o treinamento intenso, por\u00e9m bem estruturado, t\u00eam menor chance de diminuir a fun\u00e7\u00e3o do sistema imunol\u00f3gico do que o exerc\u00edcio f\u00edsico intenso mal estruturado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sistema imunol\u00f3gico tem a fun\u00e7\u00e3o de combater microorganismos invasores, na remo\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas mortas e detritos celulares e no estabelecimento da mem\u00f3ria imunol\u00f3gica (4). Um dos efeitos negativos mais encontrados em atletas com baixa imunidade \u00e9 a susceptibilidade a infec\u00e7\u00f5es virais nos mesmo, especialmente as infec\u00e7\u00f5es do trato respirat\u00f3rio superior (5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diversos fatores est\u00e3o envolvidos com a diminui\u00e7\u00e3o do sistema imunol\u00f3gico, como o aumento de leuc\u00f3citos circulantes. Diversos estudos t\u00eam sido realizados com popula\u00e7\u00f5es leuc\u00f3citarias (neutr\u00f3filos, mon\u00f3citos, linf\u00f3citos e macr\u00f3fagos, entre outros) a fim de analisar a influ\u00eancias de diferentes intensidades de treinamentos (4). Tamb\u00e9m existe um grande interesse em estudar o comportamento dos leuc\u00f3citos ap\u00f3s um jogo, uma prova ou at\u00e9 mesmo de um per\u00edodo de competi\u00e7\u00e3o. Nosso laborat\u00f3rio tem desenvolvido estudos com atletas de hockey, futsal, corridas (maratonas e corrida de aventura), triatlon, v\u00f4lei, entre outros, a fim de se estudar os poss\u00edveis efeitos que diferentes modalidades esportivas de alto n\u00edvel podem fazer no sistema imunol\u00f3gico de atletas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro par\u00e2metro muito utilizado para se verificar a funcionalidade do sistema imunol\u00f3gico \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de citocinas (pequenas prote\u00ednas sol\u00faveis secretadas por leuc\u00f3citos, e outras c\u00e9lulas, e que t\u00eam por fun\u00e7\u00e3o modular a resposta imune) (4). Uma das citocinas mais produzidas pelo organismo durante um per\u00edodo de treinamento f\u00edsico intenso \u00e9 a citocina Interleucina-6 (Il-6). Esta citocina estimula a ativa\u00e7\u00e3o do eixo hipot\u00e1lamo-hip\u00f3fise-adrenal, o que consequentemente estimula a produ\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio cortisol. O cortisol tem propriedades imunossupressoras, o que traz malef\u00edcios ao sistema imunol\u00f3gico. (10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas ferramentas podem ser utilizadas para tentar diminuir os riscos dessa diminui\u00e7\u00e3o da funcionalidade do sistema imunol\u00f3gico com o treinamento intenso, como vitamina C (6), \u00e1cidos graxos (7) e glutamina (8). Um fator interessante a ser considerado \u00e9 que no inverno os atletas est\u00e3o mais suscept\u00edveis a doen\u00e7as (9). O que parece mais coerente \u00e9 que o treinamento f\u00edsico deva ser estruturado corretamente por um profissional qualificado, que entenda as respostas no organismo decorrentes de diferentes intensidades de treinamento. Al\u00e9m disso, muitos preparadores f\u00edsicos se preocupam apenas com o aumento do rendimento esportivo atrav\u00e9s de um treinamento f\u00edsico de alta intensidade, por\u00e9m se esquecem de que este tipo de treinamento pode sim causar uma queda do sistema imunol\u00f3gico, sendo coerente que se utilizem estrat\u00e9gias para se evitar esse fen\u00f4meno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/em><br \/>\n<em>1 &#8211;\u00a0Pedersen BK, Hoffman-Goetz L. Exercise and the immune system: regulation, integration, and adaptation. Physiol Rev. 2000; 80:1055-81.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2 &#8211;\u00a0Nieman, D.C. Exercise, infection and immunity. Int J Sports Med 1994; 15: S131-41.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3 &#8211; da Nobrega AC. The subacute effects of exercise: concept, characteristics, and clinical implications. Exerc Sport Sci Rev. 2005; 33:84-7.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>4 &#8211; LEANDRO, C. V. G. ; CASTRO, R. M. ; NASCIMENTO, E. ; PITHON-CURI TC ; CURI, R. . Mecanismos adaptativos do sistema imunol\u00f3gico em resposta aotreinamento f\u00edsico. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 13, p. 1-6, 2007.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>5 &#8211;\u00a0Matthews, C.E.; Ockene, I.S.; Freedson, P.S.; Rosal, M.C.; Merriam, P.A.; Hebert, J.R. Moderate to vigorous physical activity and the risk of upper-respiratory tract infection. Med Sci Sports Exerc 2002; 34: 1242-48.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>6 &#8211;\u00a0Peters EM, Goetzsche JM, Grobbelaar B, Noakes TD. Vitamin C supplementation reduces the incidence of postrace symptoms of upper-respiratory-tract infection in ultramarathon runners. Am J Clin Nutr. 1993; 57:170-4.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>7 \u2013\u00a0HATANAKA, E ; CURI, R. . Acidos graxos e cicatriza\u00e7\u00e3o: uma revis\u00e3o. Revista Brasileira de Farm\u00e1cia, v. 88, p. 53-58, 2007.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>8 \u2013\u00a0Lagranha CJ, Senna SM, de Lima TM, Silva EP, Doi SQ, Curi R, et al. Beneficial effect of glutamine on exercise-induced apoptosis of rat neutrophils. Med Sci Sports Exerc. 2004; 36:210-7.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>9 &#8211;\u00a0Nieman DC, Buckley KS, Henson DA, Warren BJ, Suttles J, Ahle JC, et al. Immune function in marathon runners versus sedentary controls. Med Sci Sports Exerc. 1995; 27:986-92.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>10 &#8211;\u00a0Nunes EA, Fernandes LC. Exerc\u00edcio agudo versus imunossupress\u00e3o: talvez apenas outro mecanismo homeost\u00e1tico. Revista Brasileira de Prescri\u00e7\u00e3o e Fisiologia do Exerc\u00edcio.2009, v3(15); 312-324.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><br \/>\n<em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">.: <strong>Gustavo Barquilha<\/strong> , Bacharel em educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, mestrando em ci\u00eancias do movimento humano (Unicsul)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">.: Atualmente \u00e9 preparador f\u00edsico do Bauru in line Hochey, al\u00e9m de revisor da Revista Brasileira de Prescri\u00e7\u00e3o e Fisiologia do Exerc\u00edcio e consultor de diversas revistas na \u00e1rea Fitness<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O exerc\u00edcio f\u00edsico quando realizado regularmente \u00e9 denominado treinamento f\u00edsico. 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