{"id":3929,"date":"2016-08-09T13:47:39","date_gmt":"2016-08-09T16:47:39","guid":{"rendered":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/?p=3929"},"modified":"2016-08-09T16:49:45","modified_gmt":"2016-08-09T19:49:45","slug":"treino-de-forca-na-infancia-e-adolescencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/treinamento-forca\/treino-de-forca-na-infancia-e-adolescencia\/","title":{"rendered":"Treino de for\u00e7a na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia!"},"content":{"rendered":"<div id=\"js_4\" class=\"_5pbx userContent\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}\">\n<p>O treinamento resistido (muscula\u00e7\u00e3o) para crian\u00e7as e adolescentes infelizmente ainda \u00e9 um tema muito controverso para muitos profissionais da sa\u00fade, como m\u00e9dicos e educadores f\u00edsicos. A causa dessa controv\u00e9rsia deve-se justamente ao fato de alguns desses profissionais estarem desatualizados com rela\u00e7\u00e3o a esse tema, pois nos \u00faltimos anos muitas pesquisas t\u00eam demonstrado os verdadeiros efeitos de um programa de for\u00e7a para crian\u00e7as e adolescentes. Os estudos mais antigos constantemente questionavam a seguran\u00e7a e efici\u00eancia de um treinamento de for\u00e7a para essa faixa et\u00e1ria, mas novas evid\u00eancias t\u00eam indicado que tanto crian\u00e7as quanto adolescentes podem aumentar a for\u00e7a muscular em conseq\u00fc\u00eancia de um treinamento de for\u00e7a (GUY &amp; MICHELI, 2001; FAIGENBAUM et al, 1999). Os riscos de um treinamento de for\u00e7a bem orientado e individualizado s\u00e3o praticamente nulos (BLINKIE, 1993), j\u00e1 que nenhum tipo de les\u00e3o foi reportado em estudos supervisionados de forma competente, ou seja, estudos bem delineados, conduzidos por instrutores qualificados e planejados de forma espec\u00edfica para a idade. (FAIGENBAUM, et al., 2003).<\/p>\n<p>Quatro associa\u00e7\u00f5es internacionais bem conceituadas j\u00e1 emitiram parecer favor\u00e1vel \u00e0 pr\u00e1tica de exerc\u00edcio resistido (muscula\u00e7\u00e3o) em crian\u00e7as e adolescentes como um exerc\u00edcio eficaz e seguro quando bem orientado, s\u00e3o elas:<\/p>\n<p>\u00fc American College Of Sports Medicine (ACSM, 2000)<br \/>\n\u00fc National Strength and Conditioning Association (NSCA, 1996)<br \/>\n\u00fc The American Academy of Pediatrics (AAP, 2001)<br \/>\n\u00fc American Orthopedic Society for Sports Medicine (AOSSM, 1988)<\/p>\n<p>\u00c9 bom salientar que essas associa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de porte INTERNACIONAL \u201cA\u201d, e apenas publicam artigos ap\u00f3s os mesmos serem aprovados por comit\u00eas de \u00e9tica rigorosos.<\/p>\n<p>Benef\u00edcios da Muscula\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as e adolescentes<\/p>\n<p>A maioria das crian\u00e7as podem se beneficiar com os programas de treinamento de for\u00e7a, no que diz respeito \u00e0 melhora do condicionamento f\u00edsico e desempenho nos esportes ou para reduzir a probabilidade de les\u00f5es em atividades esportivas ou recreativas (FLECK &amp; KRAEMER, 1997).<br \/>\nUm programa de exerc\u00edcio eficiente e seguro \u00e9 necess\u00e1rio para tratar doen\u00e7as cr\u00f4nicas (ex. obesidade) na inf\u00e2ncia (SOTHERN et al, 2000). O treinamento de for\u00e7a tem sido adotado como forma segura e eficaz nos programas para redu\u00e7\u00e3o de peso em crian\u00e7as e adolescentes (SCHWINGSHANDL et al, 1999). Em um estudo realizado na Universidade de Louisiana, os pesquisadores utilizaram a muscula\u00e7\u00e3o num programa para redu\u00e7\u00e3o de peso corporal em crian\u00e7as. Houve mudan\u00e7as significativas na composi\u00e7\u00e3o corporal (redu\u00e7\u00e3o de peso e % de gordura) e nenhuma les\u00e3o foi reportada nessa pesquisa (SOTHERN et al, 1999).<br \/>\nO desenvolvimento \u00f3sseo das crian\u00e7as tamb\u00e9m \u00e9 afetado positivamente em fun\u00e7\u00e3o do treinamento com pesos. Quantidades aumentadas de fibras col\u00e1genas e sais inorg\u00e2nicos s\u00e3o depositados nos ossos como resposta a tens\u00e3o muscular, coeficiente de tens\u00e3o e compress\u00e3o. Essa melhora da densidade \u00f3ssea pode ser important\u00edssima na preven\u00e7\u00e3o da osteoporose, j\u00e1 que um aumento na ordem de apenas 5% da densidade mineral \u00f3ssea pode diminuir os riscos de fraturas em idades avan\u00e7adas em at\u00e9 25%.<\/p>\n<p>Resumidamente, os principais benef\u00edcios s\u00e3o:<\/p>\n<p>\u00fc Aumento da for\u00e7a e resist\u00eancia muscular (Ozmum et al., 1994; Ramsay et al., 1990 ; Brown et all.,1992 ; DeRenne, 1996 ; Faigenbaum,1993, 1996, 2003 e 2005).<br \/>\n\u00fc Melhora do desempenho esportivo.<br \/>\n\u00fc Preven\u00e7\u00e3o de les\u00f5es nos esportes e tamb\u00e9m em atividades recreativas (Smith et al., 1993).<br \/>\n\u00fc Reabilita\u00e7\u00e3o de les\u00f5es.<br \/>\n\u00fc Melhora da composi\u00e7\u00e3o corporal, com diminui\u00e7\u00e3o da gordura corporal, podendo dessa forma prevenir e tratar a obesidade infantil (Sothern et al., 2000).<br \/>\n\u00fc Aumento da densidade mineral \u00f3ssea (Morris et al., 1997).<br \/>\n\u00fc Aumento da capacidade cardiorespirat\u00f3ria (Weltman et al., 1986).<br \/>\n\u00fc Diminui\u00e7\u00e3o de lip\u00eddios sangu\u00edneos (Weltman et al., 1987).<br \/>\n\u00fc Melhoria do bem estar psico-social (Holloway et al., 1988).<\/p>\n<p>Crescimento e matura\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Um crescimento ideal e a matura\u00e7\u00e3o sexual dependem do potencial gen\u00e9tico, estado nutricional e uma s\u00e9rie de horm\u00f4nios (ROEMMICH et al, 2001). Os horm\u00f4nios respons\u00e1veis pela matura\u00e7\u00e3o e crescimento esquel\u00e9tico s\u00e3o:<\/p>\n<p>\u00e0 LH<br \/>\n\u00e0 FSH<br \/>\n\u00e0 Somatotrofina (GH)<br \/>\n\u00e0 Estrog\u00eanio<br \/>\n\u00e0 Testosterona<br \/>\n\u00e0 IGF-1<br \/>\n\u00e0 Cortisol<br \/>\n\u00e0 Estradiol<br \/>\n\u00e0 Androstenediona<br \/>\n\u00e0 Dehidroepiandrosterona (DHEA)<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de muscula\u00e7\u00e3o n\u00e3o favorece altera\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o de nenhum horm\u00f4nio respons\u00e1vel pelo crescimento longitudinal e matura\u00e7\u00e3o esquel\u00e9tica em crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n<p>\u201cOs est\u00edmulos e as respostas geradas pelo exerc\u00edcio f\u00edsico n\u00e3o s\u00e3o suficientes para alterar de forma significativa os processos geneticamente programados de crescimento e matura\u00e7\u00e3o&#8230; A atividade f\u00edsica regular funciona de maneira a melhorar a densidade \u00f3ssea, e o crescimento \u00f3sseo em largura, MAS N\u00c3O EM COMPRIMENTO\u201d (MALINA, 1991)<\/p>\n<p>Evid\u00eancias cientificas:<\/p>\n<p>\u00d8 DALY et al, 1998<br \/>\nEstudo \u2013 16 pr\u00e9-adolescentes do sexo masculino, atletas de Gin\u00e1stica Ol\u00edmpica que treinavam pelo menos 17 h\/semana foram comparados com 17 pr\u00e9-adolescentes inativos. Analise da Testosterona s\u00e9rica, IGF-1 e cortisol foram comparados. Nenhuma diferen\u00e7a foi encontrada entre os grupos.<\/p>\n<p>\u00d8 JAFFRE et al, 2002<br \/>\nEstudo \u2013 Os efeitos de um treinamento intensivo de ginastas pr\u00e9-adolescentes foram comparados com um grupo controle. A produ\u00e7\u00e3o de testosterona, DHEA, androstenediona e Cortisol foi analisada entre os grupos. Nenhuma diferen\u00e7a foi observada nos n\u00edveis de testosterona, DHEA, e Cortisol, mas a androstenediona foi significativamente reduzida nas atletas.<\/p>\n<p>\u00d8 GEORGOPOULOS et al em 2001<br \/>\nEstudo \u2013 104 ginastas do sexo feminino foram analisadas. Dados de peso, altura, altura alvo da fase adulta foram verificados. Um atraso de 1.8 anos na matura\u00e7\u00e3o \u00f3ssea foi verificado, por\u00e9m esse atraso foi compensado com um r\u00e1pido crescimento no final da puberdade. A altura nesse estudo excedeu a altura estimada geneticamente.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o do autor:<br \/>\n\u201cAtletas de Gin\u00e1stica R\u00edtmica de elite compensam a perda do crescimento na puberdade com um pico de crescimento linear acelerado no final da puberdade. Apesar do atraso na matura\u00e7\u00e3o esquel\u00e9tica, a predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica \u00e9 alcan\u00e7ada e at\u00e9 excedida\u201d<\/p>\n<p>\u00d8 THEODOROPOULOS et al, 2005<br \/>\nEstudo \u2013 433 atletas de gin\u00e1stica r\u00edtmica (GR) e 427 de gin\u00e1stica art\u00edstica (GA) foram analisadas. Par\u00e2metros como altura, peso, est\u00e1gio pubertal e intensidade de treino foram avaliados. Um atraso no desenvolvimento da puberdade foi detectado, principalmente no grupo de GA, por\u00e9m o desenvolvimento ocorreu em progress\u00e3o normal em ambos os grupos.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o do autor:<br \/>\n\u201cEm GR e GA o desenvolvimento pubertal foi atingido tardiamente, mas mantendo uma taxa de progress\u00e3o normal e atingindo a matura\u00e7\u00e3o esquel\u00e9tica normal. Nas atletas de GA que s\u00e3o expostas \u00e0 dietas de maior restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica e que tem maior gasto energ\u00e9tico, o atraso na matura\u00e7\u00e3o e desenvolvimento \u00f3sseo s\u00e3o mais evidentes\u201d<\/p>\n<p>\u00d8 BONOFIGLIO et al, 2004<br \/>\nEstudo \u2013 50 meninas pr\u00e9-p\u00faberes foram analisadas e distribu\u00eddas em dois grupos, um com baixa ingest\u00e3o de c\u00e1lcio e outro com ingest\u00e3o normal. Foi avaliada a densidade mineral \u00f3ssea, al\u00e9m dos n\u00edveis de v\u00e1rios horm\u00f4nios (DHEA, Testosterona, androstenediona, estradiol, paratorm\u00f4nio, etc.). No grupo que consome pouco c\u00e1lcio foi observada menor densidade mineral \u00f3ssea, menor idade \u00f3ssea, atraso na puberdade e n\u00edveis baixos de andr\u00f3genos adrenais. No grupo de baixo consumo de c\u00e1lcio tamb\u00e9m foi observado n\u00edveis maiores de paratorm\u00f4nio.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o do autor:<br \/>\n\u201cO baixo consumo de c\u00e1lcio reduz os n\u00edveis de andr\u00f3genos adrenais, levando a um decr\u00e9scimo na idade \u00f3ssea e a um atraso no desenvolvimento pubertal, indicando dessa forma um link entre consumo de c\u00e1lcio, ambiente hormonal e matura\u00e7\u00e3o esquel\u00e9tica\u201d<\/p>\n<p>\u201cA inadequa\u00e7\u00e3o nutricional e um d\u00e9ficit energ\u00e9tico induzido pelo exerc\u00edcio em decorr\u00eancia de treinamento intenso s\u00e3o fatores que influenciam na disfun\u00e7\u00e3o end\u00f3crina reprodutiva em atletas do sexo feminino\u201d<br \/>\n(BROOKS-GUNN et al, 1987, KAISERRAUER et al, 1989, SCHWEIGER et al, 1988)<\/p>\n<p>\u201cO crescimento retardado em atletas de Gin\u00e1stica Ol\u00edmpica est\u00e1 totalmente relacionado com o excesso de treinamento intensivo e principalmente a dieta inadequada que as ginastas s\u00e3o submetidas, uma vez que esse retardamento n\u00e3o \u00e9 observado em atletas do sexo masculino\u201d<br \/>\n(WEIMANN et al , 2000; ROGOL et al, 2000)<\/p>\n<p>\u201cA participa\u00e7\u00e3o em esportes que o controle de peso n\u00e3o \u00e9 requerido n\u00e3o afeta o ritmo da puberdade e nem a taxa de crescimento\u201d<br \/>\n(ROEMMICH et al, 2001)<\/p>\n<p>Os diversos estudos listados acima corroboram com o fato de que o treinamento f\u00edsico por si s\u00f3 n\u00e3o afeta o ritmo de crescimento, a matura\u00e7\u00e3o e muito menos a estatura final de um indiv\u00edduo. Por\u00e9m treinamentos com intensidade e volume alto, e principalmente a inadequa\u00e7\u00e3o nutricional s\u00e3o fatores que levam a uma predisposi\u00e7\u00e3o do individuo sofrer altera\u00e7\u00f5es hormonais que podem comprometer o ritmo do crescimento. \u00c9 muito improv\u00e1vel (para n\u00e3o dizer imposs\u00edvel) que algum educador f\u00edsico consiga aplicar intensidade e volume exagerado em alguma crian\u00e7a ou adolescente dentro da sala de muscula\u00e7\u00e3o. Provavelmente a maioria dos esportes tais como, jud\u00f4, basquetebol, futebol e principalmente gin\u00e1stica ol\u00edmpica implicam em cargas de trabalho total muito maior do que as impostas em um treino de muscula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDessa forma como poderia ser poss\u00edvel um treinamento de muscula\u00e7\u00e3o prejudicar o crescimento? Certamente algum pseudo-especialista poderia muito bem responder que a muscula\u00e7\u00e3o poderia levar uma crian\u00e7a ou a adolescente a sofrer algum tipo de les\u00e3o nas placas de crescimento e essas sim atrapalhariam o crescimento. Primeiramente tem que ser esclarecido que uma les\u00e3o em determinada placa de crescimento afetaria apenas o membro lesionado e n\u00e3o o corpo de uma forma global. Numa revis\u00e3o de 145 artigos publicada pela NSCA em 1996, temos a seguinte cita\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o foi reportado NENHUM tipo de fratura nas placas epifis\u00e1rias em estudos com exerc\u00edcios resistidos que utilizaram treinamento apropriado e orienta\u00e7\u00e3o competente\u201d (Youth Resistance Training: Position Statement and Literature Review; NSCA, 1996).<\/p>\n<p>Faigenbaum em 2003 tamb\u00e9m concluiu que nenhum tipo de les\u00e3o foi reportado em estudos supervisionados de forma competente, ou seja, estudos bem delineados, conduzidos por instrutores qualificados e planejados de forma espec\u00edfica para a idade. Se tamb\u00e9m levarmos pelo lado que a inf\u00e2ncia \u00e9 o per\u00edodo em que a modela\u00e7\u00e3o \u00f3ssea melhor responde a cargas mec\u00e2nicas (Bass, 2000), se torna mais inconsistente a id\u00e9ia que o exerc\u00edcio f\u00edsico e principalmente o exerc\u00edcio resistido pode ser lesivo para o esqueleto imaturo. Seguramente atividades recreacionais ou esportes de contato t\u00eam muito mais chances de serem lesivos para qualquer indiv\u00edduo do que uma simples muscula\u00e7\u00e3o onde, al\u00e9m do professor conseguir controlar todas as vari\u00e1veis, os gestos motores utilizados s\u00e3o infinitamente mais simples do que os utilizados em qualquer esporte.<\/p>\n<p>Centenas de estudos foram publicados nos \u00faltimos anos apoiando a pr\u00e1tica de muscula\u00e7\u00e3o em crian\u00e7as, adolescentes e em qualquer faixa et\u00e1ria. V\u00e1rios benef\u00edcios s\u00e3o constantemente relatados, enquanto raramente s\u00e3o identificados efeitos delet\u00e9rios do exerc\u00edcio resistido, mesmo em crian\u00e7as pr\u00e9-p\u00faberes. Os dados acima expostos e as centenas de estudos publicados definitivamente desmistificam os efeitos negativos do treinamento de muscula\u00e7\u00e3o na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>por Bruno Fischer<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<br \/>\nAMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS: Strength Training by Children and Adolescents. PEDIATRICS Vol. 107 No. 6 June 2001, pp. 1470-1472 &#8211; POLICY STATEMENT. Committee on Sports Medicine and Fitness<br \/>\nBLIMKIE CJ. Resistance training during pre- and early puberty: efficacy, trainability, mechanisms, and persistence. Can J Sport Sci; 17(4):264-79, 1992 Dec.<br \/>\nBLIMKIE CJ. Resistance training during preadolescence. Issues and controversies. Sports Med; 15(6):389-407, 1993 Jun.<br \/>\nBONOFIGLIO D, GAROFALO C, CATALANO S, MARSICO S, AQUILA S, ANDO S. Low calcium intake is associated with decreased adrenal androgens and reduced bone age in premenarcheal girls in the last pubertal stages. 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