{"id":1929,"date":"2011-06-30T12:38:02","date_gmt":"2011-06-30T15:38:02","guid":{"rendered":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/?p=1929"},"modified":"2011-06-30T12:39:17","modified_gmt":"2011-06-30T15:39:17","slug":"entrevista-com-o-tecnico-de-usain-bolt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/velocidade\/entrevista-com-o-tecnico-de-usain-bolt\/","title":{"rendered":"Entrevista com o t\u00e9cnico de Usain Bolt!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/usain-bolt-m.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-1930\" style=\"margin: 5px;\" title=\"usain-bolt-m\" src=\"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/usain-bolt-m.jpg\" alt=\"\" width=\"312\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/usain-bolt-m.jpg 520w, https:\/\/treinamentoesportivo.com\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/usain-bolt-m-300x216.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 312px) 100vw, 312px\" \/><\/a>Conhe\u00e7a um pouco sobre o t\u00e9cnico Glen Mills, diretor de esportes da Jamaica, que conta como desenvolveu o talento do recordista mundial de 100m Usian Bolt.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*<em>entrevista concedida ao jornal NSA da IAAF, para a ver\u00e3o completa (em ingl\u00eas) fa\u00e7a o <a href=\"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/IAAF_New_Studies_in_Athletics-Interview_Glen_Mills.pdf\">download aqui!<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando voc\u00ea descobriu que ser treinador era sua profiss\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MILLS:<\/strong> Cerca de 40 anos atr\u00e1s. Eu encontrei uma paix\u00e3o para treinar e tenho trabalhado no desenvolvimento de mim mesmo, tornando-me mais qualificado. Meu cargo principal ou minha profiss\u00e3o atual \u00e9 a de Administrador de \u00a0Esportes. Eu tenho trabalhado aqui no Instituto de Desporto para mais de 20 anos. Ser t\u00e9cnico \u00e9 a outra metade da minha vida onde eu gosto de treinar e acompanhar em campo depois do trabalho e em algum momento durante o tempo de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea desenvolveu seu olho de t\u00e9cnico de corrida?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MILLS:<\/strong> Eu sempre fui fascinado com a velocidade, a mec\u00e2nica de corrida e assim por diante. Eu acho que o que aprendi no M\u00e9xico sobre as caracetr\u00edsticas f\u00edsicas do ser humano, agilidade e coordena\u00e7\u00e3o ajudou. Houve uma mat\u00e9ria em Medicina Esportiva, onde olhamos para a identifica\u00e7\u00e3o de talento e algumas das caracter\u00edsticas necess\u00e1rias para um bom desempenho em sprints em compara\u00e7\u00e3o com outros eventos. Esse conhecimento, que incluiu an\u00e1lise biomec\u00e2nica do movimento de corredores de alta classe, tem me orientadoao longo dos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pessoalmente, acredito que o &#8220;olho de t\u00e9cnico&#8221;\u00a0 faz parte de um dom que \u00e9 exclusivo para uma pessoa.\u00a0 Ao longo dos anos, tenho sido capaz de usar o conhecimento adquirido em cursos, livros, etc, \u00a0para identificar atletas que eu acho que v\u00e3o longe na carreira de velocistas. \u00c9 muito dif\u00edcil de se selecionar fora dos princ\u00edpios cient\u00edficos, mas \u00e9 preciso abord\u00e1-lo com uma mente aberta porque voc\u00ea pode perder um velocista bom ou atleta porque ele n\u00e3o se encaixa dentro da norma. \u00c9 preciso estar atento a isso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea est\u00e1 treinando o velocista mais bem sucedido da hist\u00f3ria &#8211; Usain Bolt .\u00a0 Como tem avaliado a sua t\u00e9cnica?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MILLS:<\/strong> Usain \u00e9 um atleta extremamente talentoso. Quando comecei a trabalhar com ele, uma das coisas que se destacaram como um ponto fraco era sua mec\u00e2nica pobre. Ele estava correndo atr\u00e1s do centro de equil\u00edbrio. Isto resultou em uma for\u00e7a negativa contra sua carrida para a frente e isso estava afetando outras \u00e1reas. Por exemplo, sua posi\u00e7\u00e3o corporal exercia press\u00e3o sobre a parte inferior das costas e havia uma mudan\u00e7a cont\u00ednua de posi\u00e7\u00e3o do quadril com uma sobrecarga na musculatura posterior da coxa. Ele foi continuamente tendo problemas de isquiotibiais e minha avalia\u00e7\u00e3o foi de que uma das coisas que contribuiu para isso foi a sua mec\u00e2nica pobre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa primeira tarefa foi lev\u00e1-lo a correr com a parte superior do corpo em sintonia com seu centro de massa com uma inclina\u00e7\u00e3o para a frente de algo em torno de 5-10 \u00b0. Ele come\u00e7ou a fazer os exerc\u00edcios e, em seguida, eu mostrava v\u00eddeos de seus treinos com o movimento em c\u00e2mera lenta para mostrar exatamente o que estava fazendo. Eu desenhava diagramas para mostrar-lhe a posi\u00e7\u00e3o que est\u00e1vamos trabalhando para alcan\u00e7ar. Parte de sua fraca mec\u00e2nica foi porque ele n\u00e3o era capaz de manter a posi\u00e7\u00e3o durante a velocidade m\u00e1xima de sprint, de modo que tivemos que fazer um intenso programa par desenvolver a sua for\u00e7a b\u00e1sica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Pequim, ele mostrou o dom\u00ednio da t\u00e9cnica que t\u00ednhamos trabalhado, mas essa transforma\u00e7\u00e3o levou dois anos. Os atletas tendem a voltar a seus velhos h\u00e1bitos quando colocado sob press\u00e3o ou quando correndo em velocidade m\u00e1xima. Assim como ajudar um ator na aprendizagem de sua fala, os treinadores t\u00eam que continuamente recolocar os exerc\u00edcios e t\u00e9cnicas treinadas para o atleta repetir mais e mais a fim de quebrar h\u00e1bitos, tanto psicol\u00f3gicos quanto f\u00edsicos para voltar na t\u00e9cnica correta execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea pode descrever brevemente os elementos mais importantes de uma boa t\u00e9cnica de sprint? Sabemos que a posi\u00e7\u00e3o do corpo, as fases de contato com o solo, mec\u00e2nica de recupera\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o do bra\u00e7o todos t\u00eam que trabalhar juntos, portanto voc\u00ea tem um modelo espec\u00edfico em sua mente?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MILLS:<\/strong> Todos os pontos que acabou de mencionar s\u00e3o os fundamento da t\u00e9cnica de sprint, mas a chave \u00e9 como voc\u00ea inicia esse atleta para executar todos com precis\u00e3o. Ele ou ela pode estar fazendo tudo, ou mais, ou apenas algumas partes, sem a perfeita coordena\u00e7\u00e3o e ritmo na execu\u00e7\u00e3o. Uma chave \u00e9 estabelecer uma boa posi\u00e7\u00e3o do corpo na corrida para que o atleta seja capaz de manter o comprimento da passada e manter o tempo de contato com o solo curto depois de ter alcan\u00e7ado a velocidade m\u00e1xima. Aqui, n\u00f3s acreditamos que o desenvolvimento do flexor do quadril juntamente com a parte superior do corpo forte , ou o core, desempenha um grande papel. Uma vez que o comprimento da passada se reduz, isso implica em uma interfer\u00eancia negativa no contato com o solo e na mec\u00e2nica de recupera\u00e7\u00e3o. Portanto uma falha t\u00e9cnica e a execu\u00e7\u00e3o fraca da mesma resulta num processo de r\u00e1pida desacelera\u00e7\u00e3o e queda de desempenho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>At\u00e9  que ponto deve a \u00a0t\u00e9cnica de um atleta se adaptar \u00e0s diferentes fases da corrida? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MILLS:<\/strong> As t\u00e9cnicas para largada, a transi\u00e7\u00e3o para a acelera\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o da velocidade e depois para reduzir os efeitos de desacelera\u00e7\u00e3o s\u00e3o diferentes. O atleta deve ser capaz de ajustar a t\u00e9cnica para as diferentes fases, sem perda de tempo. Se, por exemplo, quando o atleta muda saindo da fase de largada par a fase de acelera\u00e7\u00e3o e a t\u00e9cnica n\u00e3o estiver correta, ele pode perder \u00a0\u201cmomentum\u201d significativamente. Mesmo que ele esteja em uma boa posi\u00e7\u00e3o durante a fase de largada, voc\u00ea vai v\u00ea-lo ficar para tr\u00e1s j\u00e1 que vai ter que gastar tempo para se desenvolver o impulso para voltar a velocidade m\u00e1xima e para a corrida. Nos 100m, atletas geralmente n\u00e3o tem tempo para corrigir isso quando acontece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea distingue as diferentes fases de corrida? Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o aproximada dele ? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MILLS:<\/strong> Eu defino isso de acordo com o indiv\u00edduo. O atleta por si mesmo e seus pontos fortes e fracos \u00e9 que determinam a dura\u00e7\u00e3o das diferentes fases. Por exemplo, a dura\u00e7\u00e3o da fase de acelera\u00e7\u00e3o \u00e9 afetado pela quantidade de for\u00e7a que o atleta tem para ficar na posi\u00e7\u00e3o abaixada enquanto desenvolve a m\u00e1xima potencia. Se o atleta n\u00e3o tem a for\u00e7a para alongar essa fase, ent\u00e3o ela tem que ser abortada para que ele possa ir para \u00a0a transi\u00e7\u00e3o \u00a0cedo. Se ele \u00e9 forte, como um Asafa Powell, e possui uma t\u00e9cnica eficaz, ele pode alongar essa fase. Ajusto as fases para se adequar aos pontos fortes e fracos do atleta, se ele \u00e9 um corredor explosivo dos blocos ou um com melhor velocidade final. Se, por exemplo, voc\u00ea define que a fase de largada ser\u00e1 de 25m, voc\u00ea pode ter problemas com algum atleta que talvez precise variar. Certamente um atleta com grande velocidade final pode encurtar essa fase porque a probabilidade \u00e9 dele alcan\u00e7ar a sua velocidade m\u00e1xima antes e mant\u00ea-la no ter\u00e7o final da prova. Evidente que se o atleta tem diversas defici\u00eancias, voc\u00ea deve corrigi-las enquanto define as fases da corrida, mas voc\u00ea n\u00e3o pode adapt\u00e1-lo as fases que ele n\u00e3o \u00e9 capaz executar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como a antropometria influ\u00eancia a t\u00e9cnica?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MILLS:<\/strong> Todo atleta tem um ritmo natural, portanto voc\u00ea come\u00e7a com seu ritmo natural ritmo e olha para as defici\u00eancias que existem. Por exemplo, o ocomprimento da passada,. Se um atleta tem o alcance necess\u00e1rio em termos de estrutura f\u00edsica, digamos algu\u00e9m que tem 1,83 m de altura, mas est\u00e1 dando passos que s\u00e3o mais curtos que ele deve, tento analisar quais as \u00e1reas que est\u00e3o contribuindo para essa situa\u00e7\u00e3o. Geralmente \u00e9 a for\u00e7a de v\u00e1rios m\u00fasculos que realizam os movimentos e, portanto, devemos trabalhar, principalmente na \u201coff-season\u201d, para mudar o atleta: 1) desenvolver a for\u00e7a necess\u00e1ria e 2) para melhorar o padr\u00e3o de passadas com exerc\u00edcios espec\u00edficos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por exemplo, podemos determinar a passada natural do atleta e, em seguida, usamos os marcadores para definir a extens\u00e3o da passada. Em cada exerc\u00edcio, alongar o marcador de uma forma muito moderada, talvez de meia a uma polegada. O atleta tenta estender o comprimento da passada para atender os marcadores. No entanto, ele deve garantir que n\u00e3o est\u00e1 hiperextendendo para atender o marcador (ele tem que levar o seu joelho at\u00e9 a altura necess\u00e1ria, a recupera\u00e7\u00e3o do calcanhar deve ser correta, etc ) Uma vez que os atletas come\u00e7am a fazer isso corretamente, eles tendem a abrir mais e executar um passo com mais comprimento. Eles ser\u00e3o capazes de manter a velocidade m\u00e1xima, sem mais passadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descobrimos que se pode estender o comprimento da passada e manter a velocidade correta que ir\u00e1 melhorar significativamente o tempo. Tamb\u00e9m tentamos desenvolver o atleta mentalmente e fisicamente para estar ciente da manuten\u00e7\u00e3o da passada mesmo em situa\u00e7\u00e3o de fadiga, principlamente nos 200m. Voc\u00ea s\u00f3 consegue manter a velocidade m\u00e1xima por 50-60m , mas como voc\u00ea mant\u00e9m o comprimento da sua passada \u00e9 o que determina seu tempo final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><a href=\"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/IAAF_New_Studies_in_Athletics-Interview_Glen_Mills.pdf\" target=\"_blank\"><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>TREINAMENTO ESPORTIVO.COM<\/strong><\/em><em>, com a cortesia do site SpeedEndurance.com!<\/em><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a um pouco sobre o t\u00e9cnico Glen Mills, diretor de esportes da Jamaica, que conta como desenvolveu o talento do recordista mundial de 100m Usian Bolt. *entrevista concedida ao jornal [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1930,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-1929","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-velocidade","clearfix"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1929","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1929"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1929\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1940,"href":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1929\/revisions\/1940"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1930"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1929"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1929"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1929"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}