{"id":1625,"date":"2011-01-12T18:22:16","date_gmt":"2011-01-12T20:22:16","guid":{"rendered":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/?p=1625"},"modified":"2011-01-12T18:22:16","modified_gmt":"2011-01-12T20:22:16","slug":"fisiologia-destreinamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/index.php\/fisiologia\/fisiologia-destreinamento\/","title":{"rendered":"Fisiologia: Destreinamento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/cafeina.jpg\"><\/a><a href=\"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/tenis17.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-1624\" style=\"margin: 5px;\" title=\"tenis17\" src=\"https:\/\/treinamentoesportivo.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/tenis17.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"101\" \/><\/a>Para se obter \u00eaxito com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 <em>performance<\/em> esportiva, \u00e9 necess\u00e1ria uma correta prescri\u00e7\u00e3o do treinamento. Adapta\u00e7\u00f5es como o aumento do volume sist\u00f3lico, o aumento do d\u00e9bito card\u00edaco m\u00e1ximo, o aumento do metabolismo oxidativo do m\u00fasculo esquel\u00e9tico e o aumento do consumo m\u00e1ximo de oxig\u00eanio possibilitam um melhor fornecimento e utiliza\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio e de substratos energ\u00e9ticos durante o exerc\u00edcio f\u00edsico aumentando a capacidade do atleta em resistir ao esfor\u00e7o f\u00edsico por uma intensidade e dura\u00e7\u00e3o maiores (Evangelista e Brum, 1999). Altera\u00e7\u00f5es na for\u00e7a e pot\u00eancia muscular tamb\u00e9m s\u00e3o importantes para a maximiza\u00e7\u00e3o da <em>performance<\/em> esportiva (Barquilha et al, 2010). Por\u00e9m \u00e9 comum a redu\u00e7\u00e3o ou interrup\u00e7\u00e3o do treinamento, podendo trazer como conseq\u00fc\u00eancia a redu\u00e7\u00e3o da <em>performance<\/em> esportiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hickson et al (1985) ap\u00f3s um per\u00edodo de 10 semanas de ciclismo e de um programa de treinamento com corrida de 40 minutos por dia 6 vezes por semana, reduziram a intensidade de trabalho de seus sujeitos moderadamente ativos de 33% e 66% durante 15 semanas enquanto mantiveram o volume de treinamento e freq\u00fc\u00eancia. O grupo, ao reduzir a intensidade para 33% demonstrou redu\u00e7\u00e3o significante em VO2m\u00e1x ap\u00f3s 10 a 15 semanas de treinamento reduzido, mas os valores permaneceram acima dos n\u00edveis anteriores (basal) ao treinamento. O VO2m\u00e1x foi significativamente reduzido por volta da 5\u00aa semana de treinamento no grupo que teve 66% de intensidade reduzida e o VO2m\u00e1x n\u00e3o foi mais alto do que o do de pr\u00e9-treinamento ap\u00f3s 15 semanas do treinamento reduzido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hickson et al (1982) ao tentarem investigar as respostas fisiol\u00f3gicas de um volume de treinamento reduzido, diminu\u00edram o treinamento para 26 e 13 min por dia durante 15 semanas, enquanto que a intensidade de treinamento e a freq\u00fc\u00eancia permaneceram constantes, ap\u00f3s 10 semanas de treinamento regular de ciclismo e corrida de 40 min por dia, seis dias por semana. O VO2m\u00e1x ap\u00f3s o treinamento e o pico de concentra\u00e7\u00e3o de lactato no sangue e a massa ventricular esquerda calculada, o desempenho e a resist\u00eancia de curta dura\u00e7\u00e3o foram mantidos ap\u00f3s o treinamento reduzido em ambos os grupos, mas a resist\u00eancia de longa dura\u00e7\u00e3o diminuiu no grupo dos 13 min.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em competidores de nata\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram estudados os efeitos da redu\u00e7\u00e3o combinada de freq\u00fc\u00eancia de treinamento e volume. Ap\u00f3s cinco meses de treinamento regular, 8.300m por dia, seis vezes por semana, os nadadores foram designados a um treinamento em grupos de 2800m por dia, uma vez por semana, ou nenhum treinamento em grupo durante quatro semanas. O volume de oxig\u00eanio m\u00e1ximo e os mecanismos de bra\u00e7adas foram mantidos apenas no 1\u00ba grupo. Embora a resist\u00eancia muscular fosse mantida em todos os grupos, a for\u00e7a de nata\u00e7\u00e3o foi significativamente diminu\u00edda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oliveira et al (2009) realizaram um estudo com sete atletas de handebol do sexo feminino, no qual investigaram o efeito de 40 dias de destreinamento na for\u00e7a m\u00e1xima din\u00e2mica (meio agachamento at\u00e9 90\u00ba, supino reto, rosca direta e remada alta); m\u00e1xima velocidade adquirida (teste de corrida em 20m); resist\u00eancia abdominal; salto horizontal; salto vertical; e arremesso de <em>medicineball <\/em>de 2kg. As an\u00e1lises foram feitas a partir de uma periodiza\u00e7\u00e3o de 19 semanas. Nesse per\u00edodo foram aplicadas quatro etapas de treinamento que envolveu: resist\u00eancia muscular localizada; hipertrofia; treinamento de for\u00e7a m\u00e1xima; e for\u00e7a explosiva. Ao final da temporada, 48h ap\u00f3s a \u00faltima partida, foram realizados os testes (per\u00edodo de treinamento; PT) e 40 dias ap\u00f3s o per\u00edodo de destreinamento (PD). Foi observada redu\u00e7\u00e3o significativa na for\u00e7a muscular no meio agachamento (p=0,01) ap\u00f3s 40 dias de destreinamento. Tamb\u00e9m houve um aumento significativo no tempo para completar o teste de 20m (p=0,03). Nos outros testes realizados n\u00e3o foram observadas diferen\u00e7as estatisticamente significantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 Marques &amp; Gonz\u00e1les-Badillo (2006) avaliaram o salto horizontal contra-movimento e de velocidade de arremesso da bola ap\u00f3s sete semanas de interrup\u00e7\u00e3o dos treinamentos de for\u00e7a resistida, n\u00e3o sendo observada altera\u00e7\u00e3o significante na for\u00e7a explosiva atrav\u00e9s do salto horizontal, por\u00e9m com redu\u00e7\u00e3o do desempenho na velocidade no arremesso da bola.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>EVANGELISTA, F.S. &amp; BRUM, P.C. Efeitos do destreinamento f\u00edsico sobre a \u201cperformance\u201d do atleta: uma revis\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es cardiovasculares e m\u00fasculo-esquel\u00e9ticas. <strong>Rev. paul. Educ. F\u00eds<\/strong><em>.,  13(2): 239-49, 1999<\/em><\/p>\n<p>HICKSON, R. C.; FOSTER, C.; POLLOCK, M. L.; GALASSI, T. M.; RICH, S. Reduced training intensities and loss of aerobic power, endurance, and cardiac growth. <strong>J Appl Physiol<\/strong>, Bethesda, v. 58, p. 492-429, 1985<\/p>\n<p>HICKSON, R. C.; KANAKIS, J. C.; DAVIS Jr., MOORE, A. M.; RICH, S. Reduced training duration effects on aerobic power, endurance, and cardiac growth. <strong>J Appl Physiol<\/strong>, Bethesda, v. 53, p. 225-229, 1982.<\/p>\n<p>MARQUES A.C.M, GONZALES-BADILLO J.J. In-season resistance training and detraining in professional team handball players. <strong>J Strength Cond Res<\/strong>. 2006;20(3):563-71.<\/p>\n<p>OLIVEIRA V. L, <em>et a<\/em>l. Efeito de um per\u00edodo de destreinamento sobre vari\u00e1veis neuromusculares em atletas de handebol. <strong>Fit Perf J<\/strong>. 8 (2):96-102, 2009.<\/p>\n<p>SANTOS et al. Caracter\u00edsticas de treinamento em indiv\u00edduos altamente treinados: redu\u00e7\u00e3o de carga de treinamento. <strong>R. da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica\/UEM<\/strong>, v. 13, n. 1, p. 79-87, 1, 2002<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #0000ff;\"><em> .: Prof. Mestrando Gustavo Barquilha<\/em><\/span><\/strong><br \/>\n.: Pesquisador do GEPEFFA &#8211; Unifieo<br \/>\n.: Membro do ICAFE \u2013 Universidade Cruzeiro do Sul<br \/>\n.: Preparador F\u00edsico da Equipe Black Belt JJ Club (Jiu-Jitsu\/Submission\/MMA)<br \/>\n.: <a href=\"http:\/\/www.gustavobarquilha.com.br\">Site: www.gustavobarquilha.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para se obter \u00eaxito com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 performance esportiva, \u00e9 necess\u00e1ria uma correta prescri\u00e7\u00e3o do treinamento. 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