O conceito de Treinamento Funcional (parte II)

DESEQUILÍBRIOS MUSCULARES


Os desequilíbrios musculares causam uma estrutura anormal e ineficiência funcional da cadeia cinética. São alterações no comprimento dos músculos, alterando o alinhamento das articulações. Esses músculos podem estar superestimulados ou enfraquecidos, causando uma variedade de mecanismos.

As principais causas são:

  1. Estresse Postural
  2. Movimentos Repetitivos
  3. Lesões Acumulativas
  4. Controle Neuromuscular Alterado
  5. CORE Fraco
  6. Treinamento Ineficiente



PADRÃO DE SOBRECARGA

Um expressivo número de pessoas na sociedade atual tem desequilíbrios musculares que resultam em padrão de sobrecarga, que consiste na repetição do mesmo movimento.

São aqueles alunos de academia que treinam sempre as mesmas rotinas, levando a um padrão de sobrecarga – que não é necessariamente relacionado ao exercício – é um estresse anormal no corpo.

Se considerarmos pessoas que têm ocupações que requerem movimentos repetitivos ou posturas inapropriadas, como dentistas ou funcionário de produção, todos exercem um estresse repetitivo ao corpo ao longo do dia. Outra postura atualmente freqüente é a sentada ao computador, que também causa um estresse repetitivo.

Os desequilíbrios musculares ocorrem normalmente em razão de três fenômenos: inibição recíproca, dominância sinergística, disfunção artrocinética, que conseqüentemente altera o Controle Neuromuscular.

INIBIÇÃO RECÍPROCA

É o conceito de uma inibição muscular causada por um agonista encurtado, diminuindo o estímulo neural no antagonista. Por exemplo, um psoas (Flexor do Quadril) encurtado diminuirá o estimulo neural no seu antagonista, glúteo máximo (Extensor do Quadril).


DOMINÂNCIA SINERGÍSTICA

É o fenômeno neuromuscular que ocorre quando os músculos sinergistas assumem a função dos músculos inibidos ou enfraquecidos. Aproveitando o exemplo anterior, quando o psoas é encurtado ele gera uma inibição recíproca no glúteo máximo e o resultado disso é um aumento de força nos sinergistas (isquios tibiais, adutores e eretores da coluna) para compensar o enfraquecimento do glúteo máximo.


DISFUNÇÃO ARTROCINÉTICA

O termo artrocinética refere-se ao movimento das articulações.  E disfunção artrocinética é uma disfunção biomecânica e neuromuscular levando a um alterado movimento articular que causa uma ineficiência nos movimentos. Por exemplo, uma rotação externa dos pés no movimento de agachamento força a tíbia e fêmur a rodarem externamente. Isso altera o alinhamento dos joelhos e quadril, forçando o glúteo máximo (agonista) a trabalhar numa posição encurtada e diminuindo a habilidade de gerar força, tornando o bíceps femural e pirifome (sinergistas) dominantes, alterando a artrocinética e aumentando o estresse nos joelhos e lombar. Geralmente, esse estresse leva a dor, que, futuramente, pode alterar o recrutamento muscular e o mecanismo articular.

Referências:

.: Boyle,M. Functional trainer for sports. Human Kinetics (2004)

.: Cook,G. Athletic body in balance. Human Kinetics (2005)



.: Fabiano malheiros , Especialista em Ciência do Treinamento Desportivo (UNICAMP).

.: Certificado pelo C.H.E.K. Institute (CA-EUA) “Scientific CORE Conditioning”

.: Trabalha na aplicação de Treinamento Funcional há mais de 6 anos em atletas amadores e clientes de Personal Trainer.

.: www.fabianomalheiros.com.br

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